Diverso e Plural: Festival ODS promoveu debates e atividades que trouxeram soluções e novas perspectivas para problemas complexos das cidades

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Mais do que falar de problemas, a primeira edição do Festival ODS, realizado pela Agenda Pública e pela Estratégia ODS, com confinanciamento da União Europeia, teve como foco debater e apresentar soluções viáveis e aplicáveis para questões contemporâneas complexas que afligem a vida de quem vive nas cidades, além de promover uma forma de democratizar o debate sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que integram a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), e que servem de guia e ferramenta para que governos, empresas e organizações da sociedade civil possam construir soluções para colocar o mundo em um caminho mais sustentável e também para mobilizar a todos em torno de metas comuns.

O evento, ocorrido no último dia 13 de novembro, das 9h às 19h, na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, contou com o apoio de divulgação do jornal Folha de S. Paulo e da Rede Globo, além de apoio institucional da Biblioteca Mário de Andrade e da prefeitura de São Paulo. O tema que norteou todas as oficinas e painéis foi o ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis.

Logo na abertura, o diretor executivo da Agenda Pública, Sergio Andrade, apontou que vivemos em um momento de grandes desafios globais simultâneos como o futuro do trabalho, crise econômica, emergências ambientais, polarização política, contestações sociais, desconfiança nos governos e nas empresas e aumento da desigualdade, principalmente na América Latina. E lançou alguns questionamentos: como resolver esses problemas? Quem vai gerar empregos? Quem vai combater a mortalidade infantil? “A lição que temos aprendido na administração e na ciência política é de que problemas complexos não têm respostas simples. Suas causas estão interconectadas. Aprimorar o atendimento nos hospitais, sem ampliar o saneamento, não vai reduzir a mortalidade. Dar incentivos à economia, sem aumentar a produtividade e a qualidade da educação, não nos ajudará a gerar empregos de qualidade”, comentou Andrade.

Segundo o executivo, na maioria das vezes, o comum é delegar a responsabilidade para uma área especializada ou para determinado agente econômico ou social, quando, na verdade, problemas complexos dependem de cooperação e coordenação entre muitas áreas, setores e agentes. E foi seguindo essa linha de coprodução de soluções que o Festival ODS foi desenhado: identificando os problemas, mas mostrando alternativas que já estão sendo implementadas e pensando em novos modelos de governança mais flexíveis e ágeis.

Dividido em duas trilhas: Soluções e Mão na Massa, as atividades, que contaram com entrevistas, painéis e oficinas, tiveram como ponto central reunir especialistas para trazerem soluções para casos reais de cidadãos. As atividades buscaram refletir diversidade e  pluralidade de opiniões por meio da troca e do aprendizado com a participação de diferentes atores: empresas, governos, organizações e entidades e, claro, sociedade civil. Participaram dos encontros gestores públicos, lideranças políticas, pesquisadores, empreendedores sociais e cívicos e a população em geral.

“É hora de todos assumirmos responsabilidades. Não é o Estado quem vai resolver, tão pouco as empresas ou a sociedade civil, isoladamente. Precisamos aprender a contar histórias de possibilidades, mundos imaginados em que possamos viver juntos, promovendo bem-estar, sem deixar ninguém para trás. As narrativas que vimos no festival ODS falam em possibilidades, potencialidades, caminhos. Não é otimismo ingênuo, também não é apenas a visão crítica. Vimos histórias que mostram soluções viáveis para os desafios complexos que vivemos”, refletiu o diretor executivo da Agenda Pública.

TRILHA DE SOLUÇÕES

Dividida em entrevistas e painéis, a atividade que ocupou o auditório da Biblioteca Mário de Andrade teve como objetivo trazer temas que estimulassem a compreensão do contexto da agenda de desenvolvimento sustentável e promover conversas com os solucionadores a partir do ponto de vista de uma situação real. No total, foram duas entrevistas e três debates com o Direto ao Ponto.

Dando início às atividades, tivemos a jornalista Eliane Trindade, editora do jornal Folha de S. Paulo e coordenadora da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais, promovendo a entrevista “Como solucionar problemas complexos? Um olhar para os problemas da gestão pública com foco na solução”.  O objetivo foi propor um olhar para os novos desafios urbanos, os desafios dos governos e os modelos de cooperação público-privados para enfrentá-los, além de encontrar respostas sobre como atender as crescentes demandas dos cidadãos por melhores serviços públicos. Participaram da roda de conversa Sergio Andrade, diretor executivo da Agenda Pública; Rachel Biderman, diretora executiva da WRI; Alexis Vargas, secretário adjunto da secretaria de governo municipal de São Paulo; e Philip Yang, fundador do Urbem.

Na sequência, o primeiro painel do Direto ao Ponto trouxe como tema “Urbanismo e Bem-Estar nas Cidades”. O debate, mediado por Marcelo Cabral, do Instituto Arapyaú, girou em torno da mobilidade nos centros urbanos. O ponto de debate da mesa partiu de um exemplo que trazia como persona uma diarista, que possui três empregos e chega a passar três horas no transporte público para se deslocar no seu dia a dia. O caso escolhido é uma realidade vivida por milhões de brasileiros e impacta não apenas na mobilidade das cidades em si, mas também afeta diretamente as relações pessoais, a saúde e o bem-estar. Dados da Rede Nossa São Paulo e do Ibope apontam que, em média, na cidade de São Paulo, as pessoas levam 1h57min em trechos que vão de casa para o trabalho ou de casa para a escola. Expandindo para outras atividades, como ida a posto de saúde ou levar o filho na escola, por exemplo, a média salta para 3h. Como resolver esse problema complexo, apresentando soluções possíveis, permeou o bate-papo da mesa que reuniu Hannah Machado, coordenadora de desenho urbano e mobilidade da Iniciativa Bloomberg para Segurança Global no Trânsito; Fernando Nogueira, coordenador do Mobilab+; Rodrigo Perpétuo, secretário executivo do ICLEI; e Elias de Souza, sócio da área de infraestrutura e projetos de capital e líder da área de Governo e Serviços Públicos da Deloitte no Brasil.

A segunda roda de conversa do Direto ao Ponto tratou de “Redução das desigualdades socioterritoriais: novas oportunidades de emprego e geração de renda na cidade” e contou com a presença de Aline Cardoso, secretária municipal de desenvolvimento econômico e trabalho da cidade de São Paulo; Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico ciência e tecnologia do governo do Estado; Andrelissa Ruiz, coordenadora de prática local da Fundação Tide Setubal; Marcus Finco, gerente de negócios sociais e de impacto da Fundação Vale.

O debate, mediado por Marina Ferro, gerente executiva na área de práticas empresariais e políticas públicas do Instituto Ethos, falou sobre como as transformações tecnológicas, políticas e econômicas têm afetado as condições de trabalho em todo o mundo e, de forma mais micro, como esses desafios se manifestam nas cidades e influenciam as organizações. O bate-papo apresentou soluções que já são aplicadas no contexto das cidades no Brasil e, a partir delas, gerou um debate com o público presente sobre novos pontos de vista e o que fazer para a redução das desigualdades.

Para a secretária Aline Cardoso, a palavra-chave do painel foi ‘integrar’. “Falamos muito sobre agirmos juntos e localmente também, ou seja, termos políticas públicas unificadas em seu propósito, mas descentralizadas na sua implementação. Entendo que esse seja um dos caminhos para que possamos atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Os ODS deviam nortear todas a políticas públicas e serem um elemento estruturador de toda a reflexão sobre como fazer a sociedade melhorar”.

Após o debate, a secretária comentou ainda que uma das coisas que a secretaria está fazendo atualmente, inclusive com o apoio da Agenda Pública, é pensar no desenvolvimento da cidade de São Paulo de maneira sustentável para os próximos dez anos. “Estamos escrevendo o plano municipal de desenvolvimento econômico, ouvindo a sociedade civil, os atores econômicos, o terceiro setor e a Agenda Pública para pensar o que podemos fazer em termos de políticas públicas, mas também estimular a sociedade para que a gente tenha mais oportunidades, igualdade, uma sociedade mais rica, mas com distribuição de riquezas, com mais justiça social na cidade de São Paulo nos próximos dez anos” e completou, “quero um Brasil como um todo mais justo, que todas as regiões tenham mais oportunidades, crescimento, justiça social. Que possamos combater uma série de mazelas que ainda afetam o nosso país, especialmente os jovens, as mulheres e os idosos, que são as populações que mais precisam de nós”.

De acordo com a secretária Patrícia Ellen, o processo do aumento da expectativa de vida da população brasileira é uma grande conquista, mas também traz desafios no que se refere a rever os modelos de empregabilidade e empreendedorismo acolhendo também essa população. “O desafio que mais me toca e me mobiliza é o de combate às desigualdades. Temos, hoje, em nosso país, três diferentes modelos de desigualdades. Um deles histórico, de desigualdade como sociedade; um presente, em que estamos passando por uma de nossas maiores crises econômicas, com muita gente desempregada, muitos empreendedores por necessidade precisando de apoio; e também estamos passando por uma revolução digital que vai transformar completamente as relações de trabalho, inclusive algumas atividades e profissões vão deixar de existir, outras vão surgir. Passar por essa adaptação será um grande desafio e uma oportunidade para todos”.

“Um olhar sistêmico para o saneamento: acesso, financiamento e gestão. Como podemos ampliar a oferta de serviços no Brasil?” foi a terceira e última rodada do Direto ao Ponto, com Barjas Negri, prefeito de Piracicaba; Marina de Castro, da área de responsabilidade Social Corporativa da AEGEA; Marussia Whately, presidente da Aliança pela Água; Giuliana Chaves, Assessora de Gestão Corporativa da Água do Pacto Global. A mesa trouxe para debate as complexidades do contexto do saneamento, que envolve água, esgoto, drenagem e coleta de resíduos. O grande objetivo foi debater como impulsionar o avanço do saneamento no Brasil, vencendo o atraso histórico e considerando combinações de soluções possíveis e aplicáveis. A mediação do bate-papo foi de Adriana Isemburg, gerente de integração, controle e desenvolvimento tecnológico da Sanasa.

Em conversa com a reportagem ao final do evento, o prefeito de Piracicaba, Barjas Negri, pontuou que o saneamento básico aflige muito a sociedade brasileira pelos índices ainda vergonhosos em algumas regiões e, principalmente, em relação à coleta de esgoto. “Vim aqui para mostrar um pouco da experiência de Piracicaba, que demorou 30 anos na evolução desse processo relacionado ao saneamento. Não é algo que começou na minha gestão, é um processo que veio acumulando várias gestões que contribuíram para que houvesse uma efetiva política de saneamento na cidade. E pra isso foi importante ter continuidade e iniciativa, mesmo mudando prefeitos e tendo diversas filiações partidárias, todos eles tiveram a execução dos planos diretores de saneamento básico. Não há forma de melhorar o saneamento básico de uma cidade, de um Estado ou do Brasil se não continuar tendo elevados investimentos nos próximos anos”, comentou.

Encerrando a jornada na Trilha de Soluções, a entrevista “O que esperar das tendências tecnológicas? Uma reflexão sobre os meios para atingir a Agenda 2030” teve como mediadora Marcia Frizzo, supervisora executiva de responsabilidade social da Rede Globo, e participação de Gustavo Maia, fundador do Colab, e Thiago Rondon, codiretor do Instituto Tecnologia e Equidade. No debate, temas como a tecnologia ser essencial para construir as cidades do futuro e decisiva para proporcionar maior bem-estar, além de como ela afeta praticamente todas as dimensões de organização da cidade como a mobilidade e as atividades econômicas, os padrões de organização dos serviços públicos e, até mesmo, a própria democracia.

TRILHA MÃO NA MASSA

Em paralelo com a Trilha Soluções, ocorreu a Trilha Mão na Massa, que ocupou três salas em um espaço anexo da Biblioteca Mário de Andrade, a Hemeroteca. A proposta nesta jornada era promover aos participantes a oportunidade de acompanhar a solução de problemas na prática e também conhecer casos reais, vendo como ocorrem suas aplicações nos municípios.

No total, foram cinco oficinas abertas, além da Sinapses, uma oficina fechada com foco em  impacto coletivo.

No período da manhã o espaço recebeu a oficina Fast Food da Política, que promoveu jogos sobre questões importantes da política brasileira de forma lúdica. Os temas trabalhados foram “Direitos e Silêncios”, sobre as conquistas das mulheres ao longo dos anos; “Direitos e Preconceitos”, que trouxe luz sobre assuntos ligados à comunidade LGBTQ+; e “Fogo no Parquinho”, também focado nos LGBTQ+, mas com foco em preconceitos mais estruturais. Essa oficina faz parte do Programa Agentes de Governo Aberto da prefeitura de São Paulo e foi ministrada por Thays Esaú, da ONG Fast Food da Política.

Outra atividade que ocorreu pela manhã e se estendeu por todo o dia foi a Sinapses. Com o tema “Modelos inclusivos de habitação”, a oficina fechada para convidados reuniu profissionais do mesmo segmento e foi pensada num formato para que, ao final, o resultado fosse o desenho de um projeto viável que gerasse impacto coletivo para a questão de habitação social. O objetivo foi desenvolver uma proposta de projeto, um modelo de negócio para aluguel social, destinado a um perfil de renda mais baixa da população (até três salários mínimos) e que tenha localização em áreas centrais e infraestruturadas. “Atingimos os objetivos da oficina, que era pensar nas premissas para fazer esse modelo. Determinamos diversas premissas como: qual era a renda, qual era o tipo de família que estávamos buscando, como e quais os mecanismos de subsídios cruzados poderiam ser pensados. Fizemos uma primeira simulação, concluímos que há uma viabilidade de implantar esse modelo, mas claro que depende de diversas restrições. Determinamos também um plano de ação para fazer o acompanhamento desses desenvolvimentos, tanto da consolidação do modelo quanto das outras simulações que pensamos em fazer, para depois estruturar um projeto e fazer o detalhamento de como a gente poderia implantar, de fato, esse modelo em uma edificação como a que estudamos aqui hoje”, explicou Bruno Borges, consultor independente e facilitador da oficina.

O grupo contou com a participação de profissionais de empresas como 5º Andar, IRR e FICA. Para Marcus Andrade, diretor de operações da plataforma digital 5º Andar, “o objetivo da oficina foi pensar em formas mais acessíveis de moradia. Esse exercício prático é muito produtivo. Entender qual o problema e as possíveis soluções para que o grupo possa prototipar uma solução para o problema que definimos. O Festival ODS nos proporciona juntar cabeças muito boas, com pluralidade e diversidade de conhecimentos, e colocar todo mundo pra discutir problemas relevantes da sociedade”.

O grupo formado na Sinapses continuará atuando no projeto e a agenda é para que depois do carnaval, em 2020, tenham uma proposta de estruturação do projeto detalhada para implementá-lo e aplicá-lo em algum edital para que possa se tornar realidade.

A Oficina de Prática “Crescimento econômico inclusivo” se dividiu em duas etapas. A finalidade da primeira, com o subtema “A construção de Soluções”, foi construir propostas voltadas pra encontrar soluções de desenvolvimento econômico inclusivo. Tendo como norte do ODS 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis e como pano de fundo o ODS 8: Trabalho descente e crescimento econômico, trouxe soluções para a parcela da população que não se encaixa dentro da formalidade do emprego e como os participantes da oficina poderiam pensar em projetos para gerar crédito e qualificar empreendedores para que eles fossem incluídos na economia de forma produtiva.

“Na primeira oficina colocamos pessoas de diversos setores, sociedade civil organizada e não organizada, pessoas do setor privado e do setor público para que pudessem trazer as suas contribuições. Mapeamos as possibilidades de microcrédito no Brasil e criamos propostas que sanassem suas lacunas”, explicou Amanda Moreira, coordenadora de projetos da Agenda Pública e facilitadora da atividade.

Na segunda etapa da oficina, que trouxe o subtema “Primeiros passos para a avaliação de projetos”, os participantes fizeram a avaliação de um dos projetos desenhados na primeira parte da atividade para entender a sua viabilidade econômica. “Tivemos a apresentação de um caso, que foi a criação de uma fintech voltada para facilitar crédito para pessoas em vulnerabilidade social. Uma plataforma que conecta pessoas que têm interesse em investir em empreendedores, dando qualificação e educação financeira. O grupo avaliou que só o acesso ao crédito não era suficiente. Foi feita também uma avaliação da viabilidade técnica e econômica do projeto. A ideia era construir uma forma de avaliar esse projeto, pois a avaliação é tão importante quanto o desenho do projeto, só assim vamos entender se os objetivos estão sendo alcançados”, completou Amanda.

A Hemeroteca recebeu ainda a oficina “Como terriotorializar os ODS na prática”, cujo propósito era mostrar os instrumentos que existem para facilitar a territorialização dos ODS e também apresentar uma boa prática de município que fez esse movimento.

A partir de um caso real, sobre desigualdade social, os participantes deveriam identificar com qual ODS a situação estava relacionada e, por meio do que já tinham escutado na oficina, das ferramentas e das boas práticas, tentar conversar sobre esse problema e encontrar soluções viáveis para ele. “Promover esse tipo de discussão é fundamental para as pessoas terem consciência do cenário em que estamos vivendo, que é muito duro. A Agenda 2030 e os ODS propõem um desafio grande, que significa ter uma sinergia para resolver problemas e para enfrentar um cenário que é muito adverso hoje em dia. Fazer a oficina, apresentar para as pessoas as ferramentas e os instrumentos e metodologia, ou seja, como fazer, e mostrar as boas práticas – que já tem gente construindo soluções – é muito importante”, explicou Maurício Dantas, coordenador de advocacy da Agenda Pública e facilitador da oficina.

A maratona mão na massa encerrou com a oficina de prática “Fazendo Junto: ODS 11 na prática – políticas públicas de desenvolvimento local”, que fez um mapeamento de políticas públicas para fomentar um associativismo e um cooperativismo na implementação dos ODS, entendo que as metas precisam ser alcançadas, mas territorializá-las e entender que estão inter-relacionadas a partir de um recorte territorial. Foi pensado, então, a partir do bairro, quais políticas públicas, equipamentos que poderiam proporcionar à população uma atuação na implementação dos ODS, entendendo essa descentralização e o poder das políticas públicas como fomento da cidadania ativa. “É preciso entender que os políticos não podem resolver sozinhos, então, como compreendemos os recursos: humanos, materiais e financeiros de um bairro específico e como eles podem se relacionar para manifestar esse desenvolvimento sustentável a partir de uma ótica comunitária e cooperativa? Como fomentar a cidadania ativa e falar para as pessoas que nós também somos parte do problema e da solução, como nos capacitamos para isso?”, questionou Marcela Arruda, diretora de projetos do Instituto A Cidade Precisa de Você e facilitadora da atividade

O evento terminou em festa, ao som do DJ Tutu Moraes, que comanda a festa do Santo Forte, e que teve como proposta convidar as pessoas a aproveitarem e vivenciarem a cidade, já que o Festival ODS foi realizado em um espaço público e em um dos locais mais democráticos que pode existir: o centro de São Paulo.

DEPOIMENTOS

“A importância do festival é promover a agenda proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) até 2030, que o Brasil e os territórios dos governos locais, municípios e estado, entidades vinculadas e setor privado possam se engajar cada vez mais no trabalho de desenvolvimento sustentável e igualitário para todos, sem deixar ninguém para trás”, Renata Torres de Sene, prefeita de Francisco Morato.

“O festival é muito importante para difundir os ODS, pois muita gente não tem contato e nem sabe o que são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ele também veio para nos fazer pensar, dentro de cada ODS, o que a gente pode fazer de ação e o que já está sendo feito. Ver outras perspectivas, de pessoas que questionam coisas diferentes dentro de um mesmo contexto. A oficina que participei, por exemplo, mostrou como atuar dentro de uma comunidade com ação de impacto social relacionada ao microcrédito. Quando a gente fala de impacto, a gente fala de mudança de vida, de mudança de perspectiva, mudança de patamar. Temos de ter um olhar mais crítico em relação aos ODS porque eles são pensados de modo global, só que quando a gente olha numa ótica local, você vê que essa consciência coletiva, muitas vezes, não é difundida”, Fernanda Martins, gestora de projetos autônoma

“Eventos como esses são muito importantes, pois funcionam como um espaço de troca, de aprendizado. Como servidora de Osasco, é trazer até pra fora de São Paulo discussões que a gente consegue organizar por aqui. Em relação à oficina, ela foi muito importante, pois tratou de uma perspectiva de territorialização da política e dessas discussões que são essenciais e que tem tudo a ver com transparência, participação social, inovação. Coisas que precisamos trazer para a gestão pública. Ações como essa demonstram que o processo de aprendizado não se restringe apenas ao espaço da escola, dá pra gente aprender em vários outros espaços e ter a possibilidade de estar num evento como esse é um prêmio, tanto como servidora e quanto cidadã”, Milena Coimbra de Carvalho, funcionária do departamento de planejamento estratégico da secretaria de planejamento e gestão da prefeitura de Osasco

“O festival é de extrema importância, visto que a Agenda 2030 está aí, os ODS são uma realidade, hoje os órgãos de controle trabalham com os ODS e é preciso trazer isso para as pessoas, colocar os ODS no dia a dia dos cidadãos”, Daniel Marcos Ferreira, coordenador de controladoria do município de Francisco Morato

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